 |
No dia 13 de maio, postei em meu blog um alerta sobre o derramamento de Petróleo no Golfo do México: não existe tecnologia satisfatória no mundo para conter vazamentos há 1500 metros de profundidade. Imagina então no Pré-sal, que pode chegar há incríveis 7000 metros de profundidade? Infelizmente isso ficou comprovado.
De lá para cá, as piores previsões se confirmaram e o vazamento continua. As Agências Internacionais já reviram o volume do vazamento para mais. A estimativa do tamanho do vazamento foi subestimado pela BP, empresa que explora esse poço. O vazamento na realidade é 3 vezes maior do que os 800 mil barris por dia. Ele alcança 2 a 3 milhões de barris por dia.
Ficou provado que nem a BP nem qualquer país ou empresa no mundo conhece alguma tecnologia segura para agir em acidentes nas grandes profundidades no oceano.
O alerta segue para todos: é preciso incluir na agenda de discussão do Pré-sal esse tema importantíssimo. Como iremos agir no caso de um acidente há 5 ou 7 mil metros de profundidade no mar escuro, gelado e de alta pressão se a "apenas" 1500 metros ninguém sabe como resolver?
O desastre que está acontecendo levará anos, décadas para ser reparado na natureza. Um prejuízo de consequências devastadoras e ainda desconhecidas.
O fato mostra claramente que "inventaram o carro só com acelerador". Ou seja, é possível retirar o petróleo lá do fundo, mas, não é possível frear para fazer parar um vazamento lá embaixo, no abismo submarino.
Luciano Rezende |