Há quase um mês, todos os dias, o mar do Golfo do México recebe 800 mil barris de óleo bruto e tóxico. Desde o dia 20 de abril, quando houve a explosão, o vazamento já soma mais de 11 milhões de litros de petróleo derramados no mar...
Podemos estar caminhando para o maior desastre envolvendo exploração de petróleo no mar, em grandes profundidades. Nesse caso, há 1500 metros de profundidade, no abismo submarino, gelado, escuro e de alta pressão.
O que parece ter ficado claro é que apesar de haver tecnologia para retirar petróleo nessa profundidade, não há tecnologia suficiente para enfrentar de forma rápida e eficiente, um vazamento que vai se tornando um grande problema mundial.
Os planos do Brasil em explorar petróleo no Pré-Sal, que pode chegar a inacreditáveis 7 mil metros de profundidade precisam incluir paralelamente o que fazer e testar tecnologia segura em caso de vazamentos.
O problema no Golfo do México avisa o mundo de forma clara, que um esquema para enfrentar esse problema não foi suficientemente elaborado. Isso já custou bilhões de dólares em prejuízos e um passivo ambiental que não tem preço!
O Congresso Nacional e Governos precisam colocar na agenda do Pré-sal, além da briga pelos royalties, essa importante questão ainda sem resposta, em respeito às gerações futuras e ao nosso planeta.