Luciano diz que, se vencer, vai anular
aumento do IPTU

 

Fonte: A Gazeta
Por: VITOR VOGAS vvogas@redegazeta.com.br

09/07/2008


O vereador Luciano Rezende (PPS), candidato a prefeito de Vitória, decidiu que agora, iniciado o período de campanha, é chegado o "tempo de falar". Como parte de sua agenda eleitoral, Luciano passou ontem com seu vice, Eliseu Moreira (PSDB), pela redação de A GAZETA, onde – quebrando o silêncio que manteve na prestação de contas do adversário João Coser (PT) na Câmara, no último dia 24 –, antecipou qual vai ser seu primeiro ato como prefeito se for eleito.

"Vou anular o aumento do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) de Vitória dado pelo prefeito em 2006. O aumento foi descabido e não encontra nenhuma justificativa financeira e administrativa, até porque o peso do tributo na arrecadação municipal é de 2% a 3% do orçamento total. A única parte boa foi a isenção, que vamos manter", declarou o candidato, que também criticou o processo de correção da tabela de valores. "Esses aumentos dados de forma absurda provocam o rompimento da razoabilidade, primeiro tema que se discute em toda política de impostos. Foi um movimento feito sem uma discussão efetiva do que o IPTU representa na cidade. É um erro comprovado, que nós vamos revogar."

Além da rediscussão da necessidade de corrigir a cobrança sobre os imóveis, o candidato afirmou que é preciso exigir da União o cumprimento da Emenda 76. "Ela prevê o fim da cobrança das taxas dos terrenos de Marinha em ilhas, como é o caso de Vitória, onde há 40 mil terrenos nessas condições, inclusive em áreas populares. O prefeito precisa assumir essa briga com a União."


VIA VIÁVEL

Luciano também comentou outro tema que deve ser uma de suas plataformas de campanha: a mobilidade urbana. Ressaltou que é favorável ao metrô de superfície, um dos carros-chefes da campanha de Coser em 2004, mas criticou a urgência com que se anuncia a idéia. "O metrô não é nenhuma novidade. É tão importante que já constava no plano ‘Vitória do Futuro’ em 1996, quando Paulo Hartung foi prefeito. Não sou contra sua implantação, mas tudo indica que é uma obra para um futuro distante. Enquanto isso não acontece, a prefeitura nestes quatro anos buscou compensar com o alargamento de vias, de forma muito lenta a atabalhoada."

No lugar do metrô de superfície, Luciano defendeu a aceleração dos corredores exclusivos de ônibus como solução imediata para o trânsito caótico. "O que é mais fácil? Modificar a Reta da Penha, por exemplo, para pôr um metrô de superfície, ou estabelecer as pistas laterais para um corredor exclusivo de ônibus? É uma medida de impacto mais rápido. O corredor funciona como um metrô de superfície praticamente pronto e mais fácil de organizar. Devemos abraçar essa idéia e não inverter as prioridades, buscando uma obra que custa U$ 30 milhões por quilômetro."

Entre as medidas complementares, o candidato ainda destacou a ativação do sistema aquaviário e a construção de uma nova ligação com Vila Velha, a chamada "quarta ponte". "A prefeitura precisa assumir a proposta que o governo tem defendido em contraponto ao metrô."